terça-feira, 10 de maio de 2011

Nenhum aumento será permitido! Campanha Pelo Congelamento das Tarifas de Transporte Coletivo Em Teresina


Nesta sexta-feira (13/05/2011), às 10 horas da manhã, estamos mobilizando todas as entidades para contribuir com o movimento pelo congelamento do preço das passagens de ônibus em Teresina e pela imediata auditoria no sistema de transportes, para que possamos combater os aumentos abusivos e garantir nossos direitos à mobilidade com, segurança, conforto e eficiência.
Este encontro acontecerá na sede da FAMEPI, situada na Rua Magalhães Filho, n° 55, Centro/Norte.
Sua participação nesta campanha contribuirá muito para melhoria dos transportes coletivos em nossa cidade. Vamos pintar as ruas de Teresina de POVO!

Uma das poesias brasileiras mais lindas: "Operário em construção" de Vinícios de Moraes


(Imagem: Cândido Portinari, Operário)
E o Diabo, levando-o a um alto monte, mostrou-lhe num momento de tempo todos os reinos do mundo. E disse-lhe o Diabo:
– Dar-te-ei todo este poder e a sua glória, porque a mim me foi entregue e dou-o a quem quero; portanto, se tu me adorares, tudo será teu.
E Jesus, respondendo, disse-lhe:
– Vai-te, Satanás; porque está escrito: adorarás o Senhor teu Deus e só a Ele servirás.
Lucas, cap. V, vs. 5-8.

Era Ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer o tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, Cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que a sua marmita
Era o prato do patrão
Que a sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que o seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que a sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
-"Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
E o operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca da sua mão.
E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! -disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.

Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem pelo chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Imagens censuradas do atentado no Riocentro de 1981

Galera assisti esse pequeno documentário e fiquei perplexo com as práticas da Ditadura Militar. Vale a pena conferir.

http://grabois.org.br/portal/noticia.php?id_sessao=12&id_noticia=5549

sexta-feira, 6 de maio de 2011

"OBAMA DIZ QUE MATARAM BIN LADEN..."


Charge de Bira para A Charge Online

segunda-feira, 2 de maio de 2011

DEMOCRACIA E GRANDE PARTICIPAÇÃO ESTUDANTIL MARCAM AS ELEIÇÕES DO DCE


Na última semana, 4.722 estudantes construíram uma das eleições mais democrática e participativa de todas para o Diretório Central dos Estudantes – DCE/UFPI. Com grande votação os estudantes consagraram a Chapa 01, “Transformar o sonho em realidade”, como vencedora. A eleição foi uma clara demonstração da vitalidade do movimento estudantil, contrariando aqueles que gostariam que o DCE e Movimento Estudantil não existissem.

A chapa “Transformar o Sonho em Realidade” se apresentou à comunidade acadêmica da UFPI, convidando os estudantes a intensificar o ritmo de mobilizações na construção de uma profunda Reforma Universitária, e a lutar para que sejam investidos 10% do PIB e 50% dos recursos oriundo do fundo social do pré-sal em educação. A chapa vencedora conseguiu obter um total de 2.528 votos e chapa concorrente “Já é tempo de sair do lugar” conseguiu 2.194 votos. O resultado é uma demonstração clara de que os estudantes apóiam a atual gestão do DCE.

TODO O NOSSO REPÚDIO AO OPORTUNISMO

A chapa que perdeu a eleição, revelando grande descompromisso e desrespeito à democracia e os quase cinco mil eleitores que participaram do processo, tenta macular a eleição e aposta todas as fichas em tentar sabotar o DCE, as conquistas dos estudantes, a UNE e todas as grandes lutas tão necessárias para UFPI. Nisso esse grupo se assemelha aos interesses e práticas do Reitor que não tem qualquer apreço pela democracia e nem pela luta estudantil.

Os estudantes, atentos a tudo que acontecem na UFPI disseram não ao autoritarismo, mentira e oportunismo.