segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Grande final de semana para a luta política dos estudantes e da juventude piauiense.

Começando pelo sábado com o Seminário do DCE-UFPI, que contou com um grande debate sobre a Organização do Movimento Estudantil com a Diretora de Universidades Publicas da UNE Carina Vitral e a pessoa que vos fala pelo DCE, logo após uma mesa para se discutir o papal da universidade brasileira que contou com a participação do Prof. Mário Ângelo (Presidente da ADUFPI), Prof. Edwar Castelo Branco (Vice-Reitor da UFPI) e o Dep. Federal Osmar Almeida Junior (que é ex-presidente do DCE UFPI), destaca-se aí, as grandiosas intervenções dos participantes dentre eles vários representantes de Centros Acadêmicos. Por ultimo e muito importante foi à unidade mantida para fundação da União Estadual dos Estudantes do Piauí (UEE-PI), que demonstrou grande força e capacidade política dos estudantes das mais variadas instituições de ensino que participaram do ato nesta discussão, para entender que quanto maior nossa organização maior será nossa força para enfrentarmos os problemas de nosso estado referentes a educação, ao transporte dentre inúmeros outros. Já no domingo destaco aqui o Seminário e Plenária Estadual da UJS/PI que contou com a participação do no nosso Camarada Jose Carvalho Rufino Carvalho, realizando uma brilhante análise de Conjuntura e de nossa dirigente nacional Anne Cabral destacando o tema do nosso 16º Congresso Nacional “Nas Redes e Nas Ruas, Lutando pelo Brasil de nossos Sonhos”. É isso aí militância da União da Juventude Socialista no Piauí está convocado nosso 7º Congresso Estadual para os dias 25 e 26 de maio de 2012, agora é muita mobilização e muito trabalho. Saudações!

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Nota Publica em defesa da minha integridade moral e política

Foi veiculado hoje (06/01/2012) pela Rede Meio Norte de Comunicações (TV, Jornal e Portal) que eu, Cássio de Sousa Borges (Coordenador do DCE-UFPI) assinei e concordei com o Relatório da Comissão de Auditoria nas Empresas de Transportes Coletivos, tendo assim confirmado valor de R$2,10 para o preço da passagem em Teresina. Venho por meio desta demonstrar o meu repudio ao oportunismo empregado nessa informação e apresento aos teresinenses alguns trechos do próprio Relatório, no qual está registrado a minha plena discordância com o que estava sendo discutido e aprovado:
1. Votação Sobre o Salário dos Empresários na Planilha:
“O cálculo da tarifa de ônibus urbano de Teresina, dentre outros itens, contempla a remuneração da diretoria, objeto de diversos questionamentos pelos integrantes da Comissão Especial, uma vez que seu valor mensal aumentou de R$ 83.236,62 para R$ 154.495,08, conforme a planilha de 2011, implicando em um reajuste de cerca de 85,6%.
Realizados vários debates acerca do tema, a Comissão deliberou, por maioria, manter tal item na planilha, modificando apenas seu valor mensal para R$ 90.144,36, decorrente de um reajuste de 8,3%, semelhante àquele aplicado aos salários de motoristas e cobradores. Por oportuno, frise-se o voto vencido do membro Cássio de Sousa Borges, no sentido de que tal item deveria ser excluído da planilha de custos que compõem o sistema de transporte público coletivo de Teresina.”
2. Votação sobre a Manutenção dos Terminais de Final de Linha:

“Entre os custos que integram o Sistema de Transporte Coletivo Urbano de Teresina, constantes na planilha de cálculo da tarifa de ônibus urbano referente ao mês de maio de 2011, encontra-se despesa no valor de R$ 30.000,00 mensais, despendidos com a manutenção dos terminais, totalizando R$ 360.000,00 por ano.
Tais custos relacionados à administração dos terminais eram arcados, até o dia 30 de junho de 2011, pela Prefeitura Municipal de Teresina, através da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (STRANS), ficando, portanto, fora da planilha de custos para o cálculo tarifário.
Após análise dos documentos apresentados à Comissão Especial, não foi possível comprovar os gastos referentes à manutenção dos terminais no valor de R$ 360.000,00 anuais especificados na planilha de maio de 2011. O ofício supra citado informa que as despesas mensais com aluguéis de terminais totalizaram R$ 7.088,66, o que resultaria numa despesa anual de R$ 85.063,92. Por oportuno, ressalte-se que não foram apresentados à auditoria informações relativas aos gastos com água, energia elétrica e limpeza.
Todavia, apesar disso, a Comissão Especial deliberou, por maioria (vencido o membro Cássio de Sousa Borges), pela manutenção do valor de R$ 360.000,00, desde que haja a comprovação de despesas, a partir de novembro de 2011, sob pena da exclusão de tal despesa no próximo cálculo tarifário. Ademais, a partir do ano seguinte, para a composição da tarifa, deverão ser considerados apenas os gastos efetivamente comprovados nos terminais, os quais devem ser fiscalizados pela STRANS.”.
Notadamente percebam que nas votações fui esmagado com voto único contra a maioria dos membros. Pergunto aqui então de quem é a responsabilidade de constar no relatório o valor de R$2,10? Minha ou dos vereadores, secretários municipais, advogados, auditores fiscais, que votaram contra a população de Teresina? Em inúmeras ocasiões fui aos meios de comunicação denunciar o que estava acontecendo nesta Comissão de Auditoria, na qual, além de não haver instrumentação técnica para se auditar as empresas, esta se resumiu a análise de Planilha. A única função dessas Planilhas de custo de Tarifa é repassar todos os valores do sistema ao usuário, ou seja, nós pagamos através das passagens de ônibus os salários dos empresários, os percursos dos ônibus da garagem para o Terminal Final, combustível, pneus, a aquisição de novos ônibus. O fato é que os empresários não fazem investimento nenhum, tudo somos nós que pagamos. E isso não posso permitir.
Enganam-se aqueles que pensam que podem nos intimidar, ameaçando- nos e espalhando mentiras, no intuito de jogar o movimento e a população contra o DCE-UFPI. Sempre estivemos presentes, mesmo antes do aumento, na luta por um Sistema de Transporte Coletivo de qualidade e continuaremos presente na luta até a vitória da cidade de Teresina.

Teresina, 06 de janeiro de 2012

Cássio de Sousa Borges
Coordenador do DCE UFPI

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Malditos Comunistas! por José Roberto Torero

MALDITOS COMUNISTAS!
Em Cuba, se você tiver aptidão para o esporte, vai poder se desenvolver com total apoio do estado. Pô, assim não vale! Do jeito que eles fazem, com escolas para todos, professores especializados e centros de excelência gratuitos, é moleza. Quero ver é fazer que nem a gente, no improviso. Aí, duvido que eles ganhem de nós. Duvido!
José Roberto Torero
Acabaram os jogos Pan-Americanos e mais uma vez ficamos atrás de Cuba.

Mais uma vez!

Isso não está certo. Este paiseco tem apenas 11 milhões de habitantes e o nosso tem 192 milhões. Só a Grande São Paulo já tem mais gente que aquela ilhota.

Quanto à renda per capita, também ganhamos fácil. A deles foi de reles 4,1 mil dólares em 2006. A nossa: 10,2 mil dólares.

Pô, se possuímos 17 vezes mais gente do que eles e nossa renda per capita é quase 2,5 vezes maior, temos que ganhar 40 vezes mais medalhas que aqueles comunas.

Mas neste Pan eles ganharam 58 ouros e nós, apenas 48.

Alguma coisa está errada. Como eles podem ganhar do Brasil, o gigante da América do Sul, a sétima maior economia do mundo?

Já sei! É tudo para fazer propaganda comunista.

A prova é que, em 1959, ano da revolução, Cuba ficou apenas em oitavo lugar no Pan de Chicago. Doze anos depois, no Pan de Cáli, já estava em segundo lugar. Daí em diante, nunca caiu para terceiro. Nos jogos de Havana, em 1991, conseguiu até ficar em primeiro lugar, ganhando dos EUA por 140 a 130 medalhas de ouro.

Sim, é para fazer propaganda do comunismo que os cubanos se esforçam tanto no esporte. E também na saúde (eles têm um médico para cada 169 habitantes, enquanto o Brasil tem um para cada 600) e na educação (a taxa de alfabetização deles é de 99,8%). Além disso, o Índice de Desenvolvimento Humano de Cuba é 0,863, enquanto o nosso é 0,813.

Tudo para fazer propaganda comunista!

Aliás, eles têm nada menos do que trinta mil propagandistas vermelhos na cultura esportiva. Ou professores de educação física, se você preferir. Isso significa um professor para cada 348 habitantes. E logo haverá mais ainda, porque eles têm oito escolas de Educação Física de nível médio, uma faculdade de cultura física em cada província, um instituto de cultura física a nível nacional e uma Escola Internacional de Educação Física e Desportiva.

Há tantos e tão bons técnicos em Cuba que o país chega a exportar alguns. Nas Olimpíadas de Sydney, por um exemplo, havia 36 treinadores cubanos em equipes estrangeiras.

E existem tantos professores porque a Educação Física é matéria obrigatória dentro do sistema nacional de educação.

Até aí, tudo bem. No Brasil a Educação Física também é obrigatória.

A questão é que, se um cubano mostrar certo gosto pelo esporte, pode, gratuitamente, ir para uma das 87 Academias Desportivas Estaduais, para uma das 17 Escolas de Iniciação Desportiva Escolar (EIDE), para uma das 14 Escolas Superiores de Aperfeiçoamento Atlético (ESPA), e, finalmente, para um dos três Centros de Alto Rendimento.

Ou seja, se você tiver aptidão para o esporte, vai poder se desenvolver com total apoio do estado.

Pô, assim não vale!

Do jeito que eles fazem, com escolas para todos, professores especializados e centros de excelência gratuitos, é moleza.

Quero ver é eles ganharem tantas medalhas sendo como nós, um país onde a Educação Física nas escolas é, muitas vezes, apenas o horário do futebol para os meninos e da queimada para as meninas. Quero ver é eles ganharem medalhas com apoio estatal pífio, sem massificar o esporte, sem um aperfeiçoamento crescente e planejado.

Quero ver é fazer que nem a gente, no improviso. Aí, duvido que eles ganhem de nós. Duvido!

Malditos comunistas...

José Roberto Torero é formado em Letras e Jornalismo pela USP, publicou 24 livros, entre eles O Chalaça (Prêmio Jabuti e Livro do ano em 1995), Pequenos Amores (Prêmio Jabuti 2004) e, mais recentemente, O Evangelho de Barrabás. É colunista de futebol na Folha de S.Paulo desde 1998. Escreveu também para o Jornal da Tarde e para a revista Placar. Dirigiu alguns curtas-metragens e o longa Como fazer um filme de amor. É roteirista de cinema e tevê, onde por oito anos escreveu o Retrato Falado.

sábado, 3 de setembro de 2011

Boletim Unha de Gato do DCE UFPI - Vitória dos estudantes

O aumento da passagem de ônibus de sexta-feira para sábado (27/08), de R$ 1,90 para R$ 2,10, pegou a população teresinense de surpresa, que não ficou de braços cruzados com o golpe da prefeitura que a cerca de 100 dias já vinha discutindo o transporte público através do Fórum Estadual do transporte Público. O abusivo aumento de 10,53% autorizado pelo prefeito Elmano Férrer (PTB) logo repercutiu nas entidades estudantis e nos movimentos sociais, bem como nas redes sociais que mobilizou os estudantes para se encontrar na segunda-feira na Avenida Frei Serafim, que foi o palco de todas as concentrações, dando início às sucessivas manifestações.



O primeiro dia foi marcado pela indignação coletiva dos estudantes, que entraram em confronto com a polícia militar. A tropa de choque foi acionada e efetuou tiros de bala de borracha e usou spray de pimenta contra os estudantes que por volta de meio dia já eram cerca de 200. No momento em que alguns estudantes foram detidos, mesmo sem esboçar reação, alguns jovens chegaram a ser agredidos por policiais.

Na terça-feira os atos policiais só aumentaram a indignação dos manifestantes, que com outras entidades continuaram a mobilização através das redes sociais e conseguiram parar o Centro da Cidade por toda à tarde, sendo que o protesto cada vez mais conquistava a população teresinense.

No terceiro dia de protesto, ainda concentrados na Avenida Frei Serafim uma massa lutadora estudantil e dos movimentos sociais se dirigiram para o Palácio da Cidade, onde não foram recebidos pelo Prefeito, mostrando a intransigência em não negociar. Houve novos confrontos na Praça da Bandeira entre policiais e estudantes. No final da tarde o Ministério Público Estadual promoveu uma rodada de negociações com os estudantes e a Prefeitura, que não obteve nenhum avanço no diálogo, ficando acordado que o Prefeito Elmano Férrer daria uma resposta na quinta-feira.

Com quatro dias de mobilização os estudantes de todas as partes da cidade se dirigiram novamente para o Palácio da Cidade para obter uma resposta do Prefeito, que mais uma vez negou a redução do aumento da passagem. A ação do Prefeito deixou os manifestantes mais revoltados ainda que saíram pelas ruas de Teresina em atos de rebeldia, chegando a incendiar ônibus. As manifestações transcorreram até à noite, pois o SETUT tirou os ônibus de circulação e os atos foram matérias em jornais de redes de televisão nacionais.

Ainda na quinta-feira, o diretor do DCE/UFPI, Cássio Borges foi convidado para um debate em uma TV local, o que foi fator fundamental para o recuo do prefeito na sexta-feira, pois durante o debate Cássio Borges argumento que a prefeitura suspendesse o aumento até a conclusão da auditoria nas 13 empresas de ônibus e descontruiu a imagem negativa do movimento que estava sendo potencializada pela imprensa.

Sexta-feira era o quinto dia de manifestação e o movimento se dirigiu à Câmara Municipal para tentar o apoio dos vereadores, ainda na Câmara os estudantes foram informados que depois de cinco dias de pressão o prefeito cede, e suspende o valor de R$ 2,10 por 30 dias, prorrogáveis por mais 30, a primeira vez que uma manifestação de rua consegue uma vitória dessas. Com o ato o prefeito autorizou a participação dos estudantes na Comissão de Auditoria.

Estima-se que durantes os atos cerca de 15.000 pessoas ocuparam as ruas de Teresina em protesto por mais de 5 dias, totalizando umas 60 horas de manifestação. Os atos foram organizados entre outras entidades pelo Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Piauí – DCE/UFPI, Coletivo da União Nacional dos Estudantes – UNE-PI, União Brasileira de Estudantes Secundaristas – UBES-PI, União Municipal de Estudantes – UMES, União da Juventude Socialista e Fórum Estadual do Transporte Público.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

ASSEMBLEIA UNIVERSITÁRIA DA UFPI - 31/05/2011 (Terça-Feira) às 14h em frente a Reitoria


Estudantes, Professore (a)s e Técnico – Administrativo (a)s)

LOCAL: Em frente à REITORIA
DATA: 31/05/11 (TERÇA-FEIRA)
HORÁRIO: 16h

OBJETIVO: Protestar, pacificamente, contra os desmandos da Administração superior da UFPI e entregar documento com pauta de reivindicações.

CONCENTRAÇÃO: No estacionamento do CCHL/CCE

MOTIVAÇÃO DA ASSEMBLEIA UNIVERSITÁRIA

A atual administração do reitor da UFPI, de forma reiterada e em completa dissonância não apenas com os regramentos legais, mas com a postura exigida a quem é detentor de função pública tão distintiva e importante, vem, desde o início de seu Reitorado (2004), praticando inúmeras irregularidades e afrontando a legalidade e a democracia, a provocar a indignação em toda a comunidade acadêmica e na sociedade piauiense.

Vejam uma pequena parte dos graves problemas vividos pela Universidade Federal do Piauí sob a gestão do professor Luiz de Sousa Santos Júnior:

· Utilização de Processos Administrativos Disciplinares para intimidar e chantagear professores e técnico-administrativos. As comissões são escolhidas ao livre arbítrio do reitor, sem atender a qualquer critério e muitas vezes o processo inquisitório corre à inteira revelia dos processados, o que constitui grave afronta aos direitos do cidadão, e, especialmente, grande descompasso com o ambiente democrático que as universidades exigem.

· Prevaricação. Por proteção indevida, pelo reitor e por alguns de seus subordinados ocupantes de cargo de livre exoneração e nomeação, de autores de condutas irregulares após tomar ciência em caráter formal.

· Abusiva Terceirização. A contratação abusiva de terceirizados para cargos de assistentes e auxiliares administrativos, proibida pela lei 11.091/2005 que criou o Plano de Carreira dos Cargos Técnico-Adminitrativos em Educação (PCCTAE).

· Constante afronta ao Regimento Geral e ao Estatuto da UFPI. O que se expressa de diferentes maneiras, como, por exemplo, por meio da indicação de diretores pro tempore e da exaustiva e abusiva utilização de avocações e de decisões ad referendum, a atropelar as decisões colegiadas.

· Descumprimento constante de Recomendações do Ministério Público Federal. Como por exemplo, o MPF recomendou a previsão, nos editais de todos os processos seletivos e concursos públicos realizados pela UFPI, da possibilidade da interposição de recursos administrativos, em todas as etapas do certame. O MPF também determinou a publicação de todos os documentos a garantir o princípio da publicidade, o que continua a inexistir, porque não é possível encontrar sequer os atos da reitoria na página da UFPI.

· Exoneração arbitrária e ilegal do prof. Kilpatrick (Letras/CCHL). O professor não teve direito à ampla defesa e ao contraditório. O reitor deu início ao processo e o findou, sem conceder o direito de o professor ter ciência da existência do processo.

· Jubilamento de estudantes sem observância da ampla defesa e do contraditório: O reitor impediu a matrícula de milhares de estudantes, sem ouvi-los, quando, em verdade, o problema da evasão se deve, em larga medida, à ausência da oferta de disciplinas de forma regular.
ADUFPI-SINTUFPI-DCE